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segunda-feira, 2 de julho de 2018

179º GRAU - DO DESAMOR

Durante anos da minha vida martelou na minha cabeça a ideia de que não se morre por amor.
Que somos todos uns estóicos e resilientes e que aguentamos todas as dores de coração sem
que isso acabe connosco.
Se há algo que aprendi nesta minha já longa vida é que há muitas mortes além da do corpo.
E se há coisa que eu também já aprendi é que há mortes muito piores e muito mais dolorosas
do que aquela que ocorre quando o coração deixa de bater.

domingo, 14 de maio de 2017

129º - NUNCA TINHA FEITO...

O meu rolo de carne para o Mecânico. Eu acho que ele ficou a achar que eu andava a sonegar as coisas boas para que ele não deixasse de cozinha.

Mais tarde, deixo-vos a receita.

A foto possível. Eles são rápidos no ataque!



sábado, 13 de maio de 2017

128º - NUNCA ESPEREI VER ISTO NO MEU TEMPO DE VIDA!

E todas as pessoas nascidas nos anos 70, 80 e 90 estão agora (tal como eu) a tentar explicar aos filhos porque raio estão tão eufóricas.


terça-feira, 9 de maio de 2017

124º GRAU - GENTE SIMPLES

Às vezes, aprender uma coisa nova pode significar apenas que descobrimos quão diferentes podem ser os cartões das diferentes marcas de papel higiénico. E de tamanhos diferentes também!


domingo, 7 de maio de 2017

122º - POSTO ISTO, FELIZ DIA DAS MÃES PARA TODOS*


*É de propósito. Adequa-se a todos os pais, que pelas mais diversas razões, são também mães. Um beijinho especial para esses.

122º GRAU - OIÇAM, HOMENS, QUE EU NÃO DURO PARA SEMPRE: SÃO AS PEQUENAS COISAS, OS PEQUENOS GESTOS, QUE LIXAM TUDO. AS PEQUENAS!

A quem o marido nem mencionou o dia da mãe. Tenho uma amiga com uma filha pequena a quem isto aconteceu. O marido desejou feliz dia da mãe à sua própria mãe, e a ela, ali ao seu lado, nem uma palavra. Enquanto isso acontecia, a mãe dele esvoaçava pelo facebook a elogiar os gestos que os maridos faziam pelas mulheres nesse dia. Mas esta mãe não garantiu que o seu filho fosse um desses homens maravilhosos que fazem bolos ou compram flores ou dão carinho. Eu tenho uma amiga destroçada. Eu já estive no lugar dessa amiga. Talvez por isso me doa tanto que o façam a ela. 


segunda-feira, 1 de maio de 2017

116º GRAU - MENSAGEM PARA UM ENFERMEIRO GIRO QUE CONHECI NO OUTRO DIA

Sugeria V. Exa., no outro dia, que me locomovesse de bicicleta na via pública? A mesma pessoa que, hoje, fez uma luxação/distenção/deu-um-jeito no dedo anelar a baixar um estore? Não foi a subir, quando se faz força, foi mesmo a baixar, meu caro amigo. E a falta que me faz este dedo, senhores... A falta que me faz...
Só consigo imaginar a quantidades de danos auto-infligidos caso eu me pusesse sobre duas rodas e invadisse o mundo! Enquanto penso nisso, vou ali botar gelo no dedo inchado e um pouco enegrecido.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

109º - PALAVRAS QUE APRENDO COM O DO MEIO*

"Sabes qual é a maior palavra da língua portuguesa, mãe? É esta! (estende telemóvel na minha direcção) Tens que ler tu que eu não consigo ler isto. Mas é esta!"

O que me apraz dizer sobre isto? Ainda bem que o gaijo é lindo de morrer e a caminho de ter abdominais 6-pack. Porque nerd assim aos 11 anos, se fosse feio, aos 50 ainda vivia na minha cave!


*A maior palavra da língua portuguesa é:
pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico | adj.
[Medicina Relativo a pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose.

pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose | s. f.
[Medicina Doença pulmonar causada pela inspiração de cinzas vulcânicas.

(in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

98º - IMAGINEM EU QUE VOU A MEIO DA 13ª...

No entanto, meus caros, when shit get's real e vos dizem: "Venha cá e imobilize-lhe o pescoço", vocês agradecem - silenciosamente - aos senhores James J. Hlaban, Herberts E. Grube e Paula S. Woon* o seu diligente trabalho pois, não fora a sua invenção, aqueles pinguinhos de xixi chegariam às calças, amigos!

Para quem, como eu, sempre se interrogou como conseguiam aquelas médicas e enfermeiras trabalhar ao lado do McDreamy, digo-vos eu que se me passaram uma resma de bombeiros em frente dozólhinhos, hoje, e não reparei num único. Triste? Sem dúvida! Mas verdade, verdadinha!

*Inventores dos pensinhos diários!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

52º GRAU - DOMINGO

Depois da feijoada do almoço, nem ninguém come mais nada (excepto o pré-adolescente que está sempre a morrer de fome) nem ninguém se mexe. O único esforço dispendido, foi feito a congelar os restos e a fazer água com gás!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

50º GRAU - DORES DE CRESCIMENTO

Adormeceu ao meu colo. Bem, não exactamente ao meu colo que ele já é maior do que eu. Mas adormeceu atirado para cima de metade de mim. O cabelo aloirado apoiado na minha perna. Lembro-me quando era pequeno e eu ficava muito quieta para que adormecesse. Estava atirado para cima de metade de mim e suspirou tal e qual como suspirava quando era bebé e depois criança. O sinal irrefutável de que estava profundamente adormecido. Adormeceu atirado para cima de metade de mim e a mão, outrora minima, agarrava as minhas calças como agarrava em bebé num medo que nunca entendi de que eu desaparecesse. Como se receasse adormecer e perder-me para sempre. E eu olho aquele corpo gigante de criança já a querer ser crescido e estranho o tamanho, mas fecho os olhos e todos os sons e toques e cheiros me são familiares. Continuam a ser os sons e cheiros e toques daquele que um dia foi e para sempre será o meu bebé. Ainda que eu abra os olhos e me interrogue quem é aquele rapaz que adormece atirado para cima de metade de mim.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

47º GRAU - TOO MUCH

Muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Filhos, iogurtes de capuccino, linhas, anti-histamínicos, pesquisas de skyscanner.

Muita coisa enquanto a falta de ar continua.

Irónico, irónico, seria descobrir que sou alérgica à arruda que minha Técnica Auxiliar de Limpezas me trouxe para afastar o mau-olhado!!!!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

36º GRAU - AINDA ANDAMOS DE RODA DE CORAÇÕES

Couscous cozinhado no fazedor de arroz da sistema
Percebem porque é que não o troco apesar de me fornicar os carros todos? É porque ele me serve o prato com mariquices.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

34º GRAU - NÃO ME LEVASSE ELE O PEQUENO-ALMOÇO À CAMA AMIÚDE E TROCAVA-O POR UM INFORMÁTICO

Nem um mês depois de fazer o amor violentamente à parte da frente de Telma Jaquina, meu Mecânico liga-me ontem ao final do dia a dizer que Adolfa Octávia se recusa a trabalhar? Pénis me coitem! Ou arranjo outro gaijo ou mando benzer este. Vale-me a empregada que já me deu uma receita de uma mezinha para ver se tiro o mau-olhado ao homem. É que carro onde bote a manápula põe o Diabo a virtude. Para terem uma pequena ideia, estando Adolfa Octávia ao cuidado de um mecânico certificado (que o de cá de casa é meio fajuto), leva minha Telma Gertrudes para o trabalho. Ainda não era 1 da tarde já me estava a ligar a dizer que tinha acendido a luz da água. A luz da água? A luz da água? Amanhã, se eu estiver bem disposta vai mas é de skate. Sim, porque se o mando a pé ainda me liga depois de 100 metros a dizer que fez buracos nas solas dos sapatos!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

33º GRAU - TRABALHO DO CORAÇÃo


Acabei de corrigir testes de verdadeiros génios, tenho iogurte de chocolate a fazer (amanhã, conto tudo), tenho um post para fazer de um gadget novo cá de casa, tenho um bloco quilt-as-you-go a meio e estou rodeada de corações por todo o lado. São corações no atelier, são coração para a escola, são corações esperançosos...

Esta é a parte do Dia dos Namorados que gosto: o renovar da esperança. Da esperança no amor, da esperança na vida. Assim tipo um jogo de preparação para a renovação da primavera. Um mini-reset não programado logo ali no segundo mês do ano. 


domingo, 5 de fevereiro de 2017

31º GRAU - EASY LIKE A SUNDAY MORNING

Domingo é aquele dia em que fico na ronha até mais tarde e, se a vida me sorrir, tenho direito a pequeno-almoço na cama. É também o dia que eu e Mecânico trocamos notas sobre coisas que tenhamos lido ou visto durante a semana. Sim, que isto durante a semana mais parece uma corrida de estafetas. Ora, dizia eu que trocamos notas sobre coisas giras.

Já não me lembro a que propósito falávamos nós de youtubers quando Mecânico me diz que descobriu que havia todo um mundo dedicado aos videos de mulheres a dobrar roupa. 

Não são videos de mulheres a ensinar a dobrar roupa! São videos de mulheres a dobrar roupa lenta e languidamente.

Sim, aparentemente, há todo um mercado para vídeos de mulheres a fazer essa aborrecida tarefa doméstica. O que me leva a questionar o seguinte: O que pénis ando eu a fazer eu com a minha vida???? É que com a quantidade de roupa que se lava cá em casa, eu tenho material para pôr os senhores, que fantasiam com estas cenas, no céu para o resto da vida. Meus amores, há videos destes com milhões de visualizações! 


Pelos vistos, esta cena do ASMR anda aí a dar cartas (e dinheiro a ganhar a muita gente) e baseia-se nuns arrepios na espinha e, aquilo que alguns chamam, braingasms. Podeis ler mais aqui. O que eu acho (chamemos-lhe) bonito é o esforço que existe online para separar as águas entre isto e um fetiche. O que se torna incompreensível quando nos apercebemos das categorias dos vídeos: asian women folding laundry, black women folding laundry... Mas isto sou eu que tenho mau feitio e um certo fascínio por fetiches.

Quanto à minha opinião... A quantidade de oportunidades de ser milionária que eu perco, já merecia uma recompensa pecuniária! À falta disso, vou ali dobrar uma roupinha que amanhã é dia de escola...